A Noite Antes da Lua Cheia - I

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Revigorados, após dois dias de descanso na Taverna do Garfo de Ouro, Garius e Gilriel voltaram às ruas, com novas informações e objetivos.

Durante sua estadia, entremeada por frequentes devoluções dos talheres dourados que a elfa insistiu em querer colecionar, os dois receberam, junto com todos os ocupantes da taverna àquele momento, a notícia de que o Conselho Governante de Al-Hazarr havia posto a prêmio a cabeça de um Necromante Maligno. Os cartazes, agora espalhados por toda a cidade, davam mais informações a respeito da Caça e da Recompensa.

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PROCURA-SE
VIVO OU MORTO

Gran, O Terrível

O Conselho da grande cidade de Al-Hazzarr coloca,
ao prêmio de 5.000 coroas de ouro,
a cabeça do infame Necromante
conhecido como Gran, O Terrível.
Acusado pelos crimes de sedição,
necromancia, diablerismo, alta traição e
tentativa de obliteração de nosso amado reino.

Para maiores informações,
os interessados devem se dirigir
à qualquer uma das Casas.
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Gilriel, entretanto, não precisou ver mais do que a sinistra imagem desenhada no meio do cartaz para saber de quem se tratava. Ela imediatamente pronunciou, em alto e bom tom, o nome daquele que significava somente o mal para ela, enquanto arrancava da parede e enrolava o papel com as informações.

- Gran!!! Maldito! É uma caçada que querem? É uma caçada que terão. Este necromante é meu!

Com uma determinação e foco que deixaram Garius alerta, Gilriel passou a se concentrar em preprarar-se para a caçada. A própria expectativa de uma recompensa tão alta já foi suficiente para fazer com que o meio-elfo ignorasse qualquer mensagem do seu bom-senso, passando a ajudá-la. Com o taverneiro, conseguiram uma rapariga para levá-los até a Casa mais próxima. Assim que terminou suas tarefas, a menina os levou até os portões da Casa Roséen.

Observando bem os caminhos e marcando os pontos de referência enquanto caminhavam pela Área Nobre da cidade, Garius já sabia o suficiente para se localizar. Agradecendo à menina com uma moeda de ouro, suficiente para que os olhos dela cintilassem com uma expressão sonhadora, o meio-elfo fez a pergunta que lhe faltava:

- Por onde devemos seguir para chegar nos Mercados?

Com indicações simples, distraída pelo brilho da moeda, a rapariga os informou as ruas a pegar para alcançar a Área dos Mercadores e Caravanas. Garius virou-se, então, para Gilriel e anunciou, pegando-a firmemente pela mão:

- Para lá que devemos ir, minha jovem. Não estamos em condições apresentáveis para uma caçada a um perigoso Necromante. Não sem termos um mínimo de provisões primeiro, claro. Vamos resolver este pequeno problema primeiro e, logo depois, nos apresentaremos ao Senhor desta Casa.

Dizendo estas palavras, o meio-elfo já partia em rápida caminhada quase que arrastando a elfa consigo, rumo às barulhentas e movimentadas Ruas do Mercado.

Atualizações

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Agora que as coisas estão finalmente se assentando, o blog voltará a ser atualizado com as aventuras de Garius, Gilriel e Dash, além de muitos outros.

Em breve, teremos a estréia das histórias próprias de Skald, algumas narrativas de aventuras da Thule e de alguns personagens selecionados.

Ao mesmo tempo, ando me dedicando bastante ao meu trabalho IRL, ao Fórum da Thule (onde estamos tentando começar um PbF), à Thule em si e a um novo blog. Confiram pelos links, se acharem que vale a pena.

Obrigado pela atenção e boa leitura!

Após a Tempestade

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Com a visão retornando aos olhos somente agora, passadas duas semanas dos Eventos nas Muralhas, Garius passou a manhã observando a rotina no Pavilhão de Recuperação montado para atender às vitimas da terrível batalha. Na cama à sua esquerda repousava Dash, ainda algemado e sendo tratado para curar-se das queimaduras que recebera ao tentar sacar a Espada de Gilriel. À direita do meio-elfo repousava a própria elfa, com a espada embainhada sobre o peito e os dois braços cobrindo-a, como se quisesse impedir qualquer pessoa de tentar separá-la de sua arma. Ela era a única que ainda não havia acordado nem por um momento sequer desde o combate.

O trio estava sendo bem tratado pelos clérigos e noviços, seguindo as ordens expressas do Capitão da Guarda, que testemunhou pessoalmente os atos de bravura cometidos em defesa a Al-Hazarr. Apesar das ordens do Capitão, os noviços preferiam passar o máximo de tempo possível longe da cama da Elfa, temerosos de que ela pudesse acordar faminta e querer se alimentar da carne de algum deles.

Garius e Dash conversavam à medida que a manhã ia passando lentamente, revendo os últimos eventos e conversando sobre o que havia acontecido com cada um antes da tempestade. Ambos um tanto esquivos, Dash por causa das confusões em que acabara metido e Garius por conta de sua origem racial. O advogado de Dash fêz-lhe uma visita, acompanhado por dois guardas que o livraram das algemas, declarando-o inocente das acusações de orquicídio. Já a situação da elfa continuou inalterada até perto do meio-dia, quando Gilriel acordou subitamente, gritando:

- Água!!!

Preocupada e sobressaltada pelo grito agudo da elfa, a gata Shmee saltou para o seu colo a fim de garantir que tudo estivesse bem. O resto do ambiente mudou radicalmente, com pacientes caindo de seus leitos e noviços correndo em busca de abrigo, enquanto os clérigos oravam às pressas, pedindo proteção contra a fome da elfa. Entretanto, percebendo que ela não atacara nenhum dos pacientes próximos e estava apenas gritando e pedindo água em várias línguas diferentes, surgiram as ordens para que alguém a trouxesse alguma jarra d'água.

Trêmulo, um noviço precisou de três tentativas para levar um jarro de cerâmica e uma caneca a fim de satisfazer a sede da elfa. Já desperta, Gilriel passou a ouvir os relatos do que houve depois que o trio caiu inconsciente.

A elfa ouviu, encantada, sobre como a luz que emanara a partir da lâmina da espada serviu para afastar, destruir e dissipar os monstros que povoavam o campo de batalha. As poucas criaturas que restavam foram facilmente controladas e eliminadas pelos soldados, auxiliados por clérigos das Velhas Religiões. Surpreendentemente, o número de vítimas fatais foi mínimo, não chegando a 10, mesmo com a queda de meteoros em meio à cidade, pois a população se encontrava recolhida aos abrigos por conta do cerco de mortos-vivos. Os clérigos agradeciam a Deus repetidas vezes enquanto ouviam o relato.

Nos dias que se seguiram, Gilriel descobrira a existência de uma Fonte nos pátios do Templo do qual o Pavilhão era anexo. Em seguida, os clérigos descobriram que precisavam estar cuidando freqüentemente do lugar, pois a elfa aproveitava toda e qualquer oportunidade para invadir o jardim e banhar-se na Fonte sem o menor pudor. Dentro de mais 3 dias, entretanto, o trio já estava em condições de ser liberado. O mesmo Capitão da Guarda que os ajudara anteriormente reapareceu para recompensá-los pelos feitos desempenhados no Campo de Batalha. Agraciados com bolsas recheadas de moedas de ouro, o trio, de posse de títulos elevando-os ao status de cidadãos de Al-Hazarr, foi sumariamente dispensado do Templo.

Novamente nas ruas movimentadas de Al-Hazarr, Dash cuidava constantemente das pessoas que iam e vinham, acotovelando-se pelas passagens estreitas entre os prédios altos, enquanto Garius, com o turbante devidamente arrumado, mantinha-se alerta para impedir que a curiosidade de Gilriel os colocasse em risco. A Elfa, por sua vez, era ágil o suficiente para atravessar rapidamente as massas de gente que seguia para todos os lados. Aliás, ela tinha uma certa preferência em fazer isso sempre que via algo novo, curioso ou brilhante, o que ocorria a cada novo minuto que passava. Seguindo a recomendação do Capitão, os três seguiram para a Estalagem Garfo de Ouro, na Zona Nobre da Capital.

As ruas da Zona Nobre, apesar de menos ocupadas, não eram menos traiçoeiras. Fato logo descoberto por Dash, que ficou para trás, agachado ao lado de um buraco, com as mãos em torno do pé esquerdo. Gemendo de dor ele disse:

- Ah! Meu pé! Acho que torci um tornozelo! Não se preocupem comigo, Garius e Gilriel! Sigam adiante. Eu voltarei ao Templo para tratar desta maldição!

Dito isso, o humano saiu mancando de volta à multidão. Encolhendo os ombros um para o outro, Garius e Gilriel seguiram pelas quadras que faltavam até chegar à Garfo de Ouro.

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Quando uma Banshee Chama - Final

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

O Soldado ensanguentado cai diante de Garius, pouco antes do avanço da massa de asas, olhos e presas sobre ele. Uma vez envolto, o Meio-Elfo percebe que se encontra sob o ataque de uma miríade de morcegos. A natureza destes animais não é nada mundana, pois suas presas atravessam facilmente as camadas de couro que protegem o corpo do Guerreiro e seus olhos brilham em vermelho iridescente, com uma intensidade feroz e assustadora. O cheiro de enxofre se mistura ao forte odor de sangue e putrefação que já tomavam o ar ambiente.

Enquanto Garius se debate contra as trevas que o cercam, Dash e Gilriel se esforçam para terminar de abater mais dois Esqueletos que se ergueram para combatê-los. A Elfa, livre de distrações, move habilmente as mãos e conjura disparos de gelo, seguidos por um leque de chamas, na tentativa de livrar o Meio-Elfo do perigo mortal que o envolve. Ambos os disparos se mostram inúteis como arma, embora chamem a atenção dos morcegos, permitindo que Garius alce uma rápida fuga e desvincilhe-se do cerco em que se encontrava.

Muito pouco ferido para a situação de onde escapara, Garius avalia as opções, junto com Dash. O Campo de Batalha se encontra repleto de perigos mortais, mas nada que se compare ao Enxame de Morcegos que os cerca, parecendo terem vindo diretamente do Abismo. Infelizmente para o trio, há poucas opções de fuga. Os pensamentos da dupla e o desespero da Elfa são interrompidos pelo avanço impiedoso de um feroz guerreiro que, empunhando uma espada familiar e trajando uma pesada armadura de placas, atravessa a parede de roedores alados, enquanto combate e abate dois zumbis. O Capitão da Guarda da Cidade alcança o trio de fugitivos.

Em uma rápida avaliação, que os enche de temores, o Capitão percebe e conclui que estão todos do mesmo lado, preferindo combater em conjunto do que morrerem todos contra uma ameaça comum. Ele vira as costas para os três e passa a combater os Morcegos, gritando:

- Não fiquem parados, façam alguma coisa para me ajudar e devolver estas monstruosidades para o Inferno de onde vieram!

Rapidamente, Garius segura mais firme sua Espada e volta-se para o combate, tentando conter aquela quantidade impossível de pequenos oponentes. Para cada um que abate, uma infinidade parece se apresentar, atacando-lhe os braços e tentando arrancar sua arma. A escuridão sobrenatural aumenta de intensidade, diminuindo o campo de visão de todos eles.

Em meio à escuridão, Dash vê um fino facho de luz dourada. Seguindo a impressão visual, ele percebe que a Espada de Gilriel está emanando uma luminosidade intensa, contida pela Bainha onde foi guardada entre um combate e outro. Enquanto a Elfa parece estar sem ação, o Humano não pensa duas vezes em tentar aumentar a intensidade da luz, tocando o cabo da Espada com a intenção de puxá-la.

Gilriel é arrancada de seu torpor pelo clarão instantâneo de luz que pulsa no instante em que Dash encosta no cabo da Espada, sendo fulminado por uma descarga de energia que o leva ao chão inconsciente, chamuscado e com os cabelos brancos fumegando. Ela percebe o pulsar da arma guardada, assim como a intensidade crescente da luz dourada que ela emana. Sem hesitar mais, a Elfa puxa a Espada e a ergue, espalhando luz em fachos distribuídos pelo ambiente como se estivesse erguendo um Farol.

Fascinada e sem perceber que os Morcegos se agitaram ainda mais, sendo afastados pela Luz enquanto tentavam encontrar uma forma de atacá-la, a Elfa passou a admirar a arma que trouxe a Luz quando mais precisava. Passando os dedos levemente pelo lado da lâmina, letras se desenham por onde ela toca o metal, como que escritas em ouro fulgurante. Ela as lê em voz baixa:

- Corellon Larethian...

Ao som da pronúncia do nome do Deus Pai dos Elfos, a Espada reage, aumentando por um instante a intensidade de seu brilho. O clarão momentâneo fulmina e desintegra quase um terço dos Morcegos que desenham curvas no ar enquanto montam a formação para atacar a Elfa. Vendo isso, ainda mais fascinada, Gilriel levanta a Espada e brada, com todas as suas forças:

- Corellon Larethian!!!

A Luz se espalha e passa a engolfar todo o Campo de Batalha e a última coisa que Garius vê antes de perder a Visão é uma Legião inteira de Mortos-Vivos que avançam em sua direção. Perdendo a consciência, o meio-elfo nada pode fazer contra os inimigos. Ao mesmo tempo, Gilriel tem as suas forças drenadas pelo último esforço e o estresse, somado ao desespero e aos ferimentos que recebera terminam por derrubá-la, pondo-a inconsciente junto com Dash e Garius.

Quando uma Banshee Chama - IV

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Claramente visível e chamativo, em meio aos relâmpagos que iluminam o céu e a cidade com uma radiação vermelha, o redemoinho de nuvens escuras expele mais cinco dos mesmos Meteoros, todos em direção à Al-Hazarr.

No solo, atravessando uma enorme brecha aberta nas Muralhas, um estranho trio de foras-da-lei dirige-se para uma situação pior do que aquela em que se encontravam. Vendo os novos rastros de chamas cruzando os céus, eles olham para cima e avistam o estranho redemoinho, concluindo que realmente parece-se com um tipo de julgamento divino ao local amaldiçoado que Al-Hazarr lhes representa.

Avançando mais, Dash e Garius percebem os arredores primeiro, seguidos por Gilriel. Dezenas de soldados, armados com espadas, lanças e alabardas, confrontam aberrações grotescas. Esqueletos Humanos, animados e armados com cimitarras e espadas dentadas; Aranhas de Ossos, com suas patas farpadas e presas afiadas; Cadáveres Ambulantes, atacando sem sentir dor e arrancando carne com os dentes e unhas; Serpentes compostas por séries de caixas toráxicas coroadas por crânios com caninos pontiagudos. Estas criaturas, que tão rapidamente lhes roubam a atenção, são apenas parte da enorme força atacante, de acordo com os sons de combate mais acirrado que vêm do resto das Muralhas.

Seguindo o reflexo instintivo, Garius vira-se para voltar, buscando evitar envolver-se em uma luta que não é sua. Enquanto isso, Dash mantém-se atento aos arredores. Ambos percebem imediatamente que já avançaram demais assim que se vêem cercados. Um trio de corpos, formados somente por pele ressecada sobre ossos esbranquiçados, avança fechando um triângulo em volta dos fugitivos. Empunham Espadas Curtas enferrujadas, com as lâminas dentadas pelo uso e pelo tempo. Apesar de velhas, o movimento fluido descrito pelos Esqueletos empresta às armas um ar muito mais letal.

Gilriel percebe o que acontece e, tomada pelo pânico, se encolhe de medo no chão, com palavras indecifráveis vindo-lhe aos lábios. As mãos da Elfa param de tremer à medida que uma aura branca se espalha por suas mãos, junto com um leve odor de flores, que toma de assalto suas narinas.

Dash busca por rotas de fuga, enquanto Giriel, encolhida, se mostra um alvo fácil para o Esqueleto que a ataca. Garius, enquanto isso, saca sua espada e ataca sem piedade o oponente mais próximo, o errando por pouco devido a uma rápida esquiva. A saída de Dash é interrompida pelo terceiro cadáver, que o ataca, sendo contra-atacado rapidamente pelo humano. Gilriel, se desvincilhando do medo que a prende ao chão, levanta a mão esquerda e, apontando o dedo indicador, dispara uma rajada de luz clara. Infelizmente, devido às lágrimas nos olhos, ela erra o Esqueleto, atingindo algum alvo ao longe.

Os três oponentes parecem convergir rumo à elfa, um deles acertando-lhe uma espadada no flanco, enquanto os outros dois permanecem bloqueados, enfrentando o Meio-Elfo e o Humano de Cabelos Brancos. Estes últimos, tendo melhor sucesso em seus ataques, conseguem extrair lascas e ossos inteiros em seus golpes. Os esqueletos, entretanto, não demonstram o menor sinal de dor ou dificuldade devidos aos ferimentos recebidos. As armas de lâminas parecendo inadequadas para causar danos reais.

Gilriel, por outro lado, com o lado do ventre vertendo sangue, se encontra cega de fúria pelo ataque recebido de um morto-vivo. As mesmas palavras voltam-lhe aos lábios e suas mãos, voltando a emanar a mesma aura de luz, disparam em cheio contra o esqueleto, transformando em pó os ossos atingidos pelo raio. Dash e Garius, distraídos por um breve momento, logo voltam ao combate. Seus oponentes, entretanto, parecem não dar a mínima importância ao fato e impiedosamente atacam a dupla, atingindo ambos com golpes leves.

Com mais disparos de luz da Elfa e sendo contidos pelos dois combatentes, os esqueletos vão sendo abatidos um a um. O combate, porém, é dificultado pelo avanço de dois cadáveres trôpegos que arremetem contra Gilriel. Dash interrompe o avanço de um dos zumbis e acaba sendo atingido com uma pancada muito forte no ombro. Os estalos denunciam os ossos sendo quebrados enquanto o Humano é jogado ao chão, com o morto-vivo indiferente ao corte recebido na barriga. Com muita dificuldade, o trio enfrenta mais esta ameaça. Garius termina desmembrando um dos Zumbis, enquanto Gilriel desintegra, parte a parte, o corpo desmorto do outro.

Durante a luta, uma Mortalha de escuridão começa a descer sobre o campo. O bater de milhares de pequenas asas se faz ouvir, como um murmúrio que vai aumentando de intensidade, virando uma cacofonia. Da escuridão, sai cambaleante um Soldado, vertendo sangue de dezenas de perfurações por todo o corpo.

A primeira impressão é de que a Escuridão está Viva.

A segunda impressão é a de que está prestes a avançar e engolfar Garius a qualquer momento.

Quando uma Banshee Chama - III

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Em meio aos trovões retumbantes e relâmpagos vermelhos, os Céus continuavam a despejar brasas acesas e chamas vivas como uma chuva de purificação. As nuvens continuavam a se comportar como se formassem um redemoinho escuro, com o centro apontando para cima e para dentro da própria Tempestade. Sem aviso algum, a partir do redemoinho, as nuvens escuras expelem uma grande rocha em chamas, como uma estrela cadente flamejante, que desce em velocidade crescente rumo a Al-Hazarr. Mais duas esferas de forma similar a seguem.

A fumaça já cegava o meio-elfo e o ar quente o fez perder o fôlego. Pegando seus poucos pertences, já socados dentro de uma mochila, Garius apressou-se a sair de seu abrigo, agora em chamas. Com as roupas tentando inflamar-se, ele saiu rumo ao beco, fumegando, pouco antes de ser atingido por duas pessoas que vieram correndo por ali, sem perceber sua presença.

Ao impacto forte, seguiram dois sons secos, um da cabeçada que Garius levou de Dash e outro da testa de Gilriel batendo contra as costas do mesmo humano. Os três chocaram-se violentamente no apertado espaço físico do beco e dois foram ao chão. Apenas Dash permanecia de pé, massageando a própria fronte e sentindo a dor às costas. Tanto Gilriel quanto Garius levantaram-se. Ela segurando a cabeça e ele procurando o turbante que caíra no impacto.

Enquanto Garius encontrava seu turbante fumegando no chão, Dash perscrutou rapidamente os arredores, percebendo que o Capitão da Guarda já os encontrara novamente. Apontando sua espada, o Militar gritava, mais uma vez:

- Você aí! Pare imediatamente ou terei de usar a força!

Sem pensar duas vezes, cada um dos três partiu correndo na direção contrária à do Capitão, seguindo o beco que contornava a Muralha. Dash, mais rápido, seguiu primeiro, com Gilriel logo às suas costas gritando enquanto corria. Garius ainda pensou por um momento, mas ver um Guarda apontar-lhe uma espada e levando em consideração que estava com as orelhas pontudas à mostra, achou por bem seguir o exemplo dos outros dois e abrir corrida. Dash, à frente, não conseguia deixar de sentir-se forte e com sorte por estar resistindo tanto tempo ao Grito Letal da Banshee que corria às suas costas.

Um forte silvo interrompeu-lhes os pensamentos, sem que a corrida fosse afetada, enquanto o ar sobre as Muralhas se abriu em dois grandes Caminhos de Chamas. O odor forte de enxofre se espalhou por todo o ambiente logo depois do tremor sentido com o impacto de duas rochas flamejantes contra os altos prédios de Al-Hazarr. Uma terceira rocha se aproximava, somente o ruído agudo de sua queda se fazendo ouvir, caindo exatamente sobre as Muralhas, muito perto de onde o trio de fugitivos perfazia sua fuga.

Com um enorme estrondo ensurdecedor, as Muralhas esfacelaram-se diante dos três corredores, enquanto um inferno de chamas atravessava o espaço e passava a derrubar os prédios junto aos becos como se fossem peças de dominó. Como antes, mais um Meteoro caíra, este representando um perigo muito maior para os fugitivos. Garius conseguiu segurar a elfa pouco antes dela ser esmagada por uma das enormes pedras cortadas que formavam a Muralha. Dash, mais à frente, estava em meio à uma chuva de enormes blocos sólidos. O menor deles já era suficiente para esmagar-lhe por inteiro.

Sem demonstrar o menor sinal de medo ou hesitação, o humano de cabelos brancos simplesmente saltou, continuando sua corrida sobre o primeiro bloco que lhe caía à frente. De um bloco a outro, seguiu saltando e realizando acrobacias, saindo ileso sobre toda a queda de uma seção inteira das Muralhas. O caminho mais à frente, ele percebeu rapidamente, estava completamente impedido pela chamas e destroços de prédios. Olhando em volta rapidamente, a inspiração atingiu o trio. Nenhum dos três estava sentindo o menor amor por Al-Hazarr e o desmoronamento abriu um caminho rápido e desimpedido para fora deste lugar infernal... para fora de Al-Hazarr e rumo à Vastidão.

Qualquer lugar deveria ser melhor do que este antro onde vieram parar, com toda a degradação, perseguições, injustiças e ataques de Banshees. Sem pensar duas vezes, os três correram para fora da cidade, saindo pela seção destruída da Muralha... sem saber nada sobre o confronto entre os Exércitos de Al-Hazarr e um verdadeiro Exército de Mortos-Vivos que estava ocorrendo pouco mais à frente. Eles correram diretamente rumo ao coração do conflito...

Off Topic

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Aproveitarei o inicio desta nova categoria para agradecer, fazer um convite e prestar explicações sobre a estrutura do blog.

Agradeço a todos que estiverem tendo a paciência de acompanhar o blog e convido-os a postar quaisquer comentários e/ou pedidos de correção sob os posts. Discussões a respeito serão muito bem recebidas.

Sobre a estrutura do blog, momentaneamente, ele está tendo os posts identificados pelo mês de postagem e por uma expressão considerada a "Categoria" sob a qual o post será reconhecido. Cada post receberá, como categoria, o nome da Aventura que se passou em suas descrições. Também há os posts que servem para identificar o cenário. Estes terão o próprio nome do Mundo - ou da localidade tratada - como Categoria.

A ordem cronológica dos posts é, do mais antigo para o mais novo, de baixo para cima. Para acompanhar a série de fatos de uma mesma aventura, clique diretamente na Categoria correspondente, a partir do menu no lado direito da Tela.

Agradeço mais uma vez aos grupos que tiveram paciência de jogar as histórias.

Que seja um bom recomeço!